És a vida a voar leve
O tom doce da tarde
Mera gota refrescante
Até ser seiva
E sangue
Broto de alento
E relva acolhedora
Não me encontro
Sem que te espere
E te queira
Te encontre
E me entregue
Me desmanche
E me sacie
De tudo que me fazes
Me regalas
E me anuncias
Da vida que te tornas
Sempre . . .
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
QUANTO TE AMO !
Quanto te amo!
Tu andas em meus sonhos.
Desfilas em meus dias
e despertas minhas noites.
Seduzes meus pensamentos
e acarinhas meu cansaço.
Sobes comigo ao topo
da mais alta montanha
e me fazes ver os campos mais verdes
da vida.
Concedes teu riso de graça,
me fazes graça
e afugentas meus delírios.
Quanto te amo!
Quanto mundo
me apresentas!
Quanta vida me regalas.
Ah! Quanto te amo!
Tu andas em meus sonhos.
Desfilas em meus dias
e despertas minhas noites.
Seduzes meus pensamentos
e acarinhas meu cansaço.
Sobes comigo ao topo
da mais alta montanha
e me fazes ver os campos mais verdes
da vida.
Concedes teu riso de graça,
me fazes graça
e afugentas meus delírios.
Quanto te amo!
Quanto mundo
me apresentas!
Quanta vida me regalas.
Ah! Quanto te amo!
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Savassi
Há um passeio obrigatório
Do sol, regozijo divino,
Ou mera autocontemplação.
Praça iluminada,
Encontros . . .
Vozes a ensaiar
Cânticos
Ou leves golpes na mesmice
E na dor que não se vai
Nunca!
Hinos à vida
Pacata, descolada,
A vida!
Filosofias e encenações
Trágicas ou cômicas
Ditadas ao pé das árvores,
Patroas soberanas da cena,
Ou ao lado de cafés
E pão de queijo,
Vizinhos comuns,
Caras antigas
E anônimas . . . Do sábado . . .
Da espera . . .
O astro rei descansa
E se encorpa,
Repõe as forças
E testa brilhos novos,
Cores possíveis
Inéditas.
Volta-se à vida
Pouco cósmica,
Entrópica . . .
Retoma o porte
E a majestade.
Caminha vida adentro,
Céu afora . . .
Até o próximo remanso . . .
O próximo sábado . . .
Do sol, regozijo divino,
Ou mera autocontemplação.
Praça iluminada,
Encontros . . .
Vozes a ensaiar
Cânticos
Ou leves golpes na mesmice
E na dor que não se vai
Nunca!
Hinos à vida
Pacata, descolada,
A vida!
Filosofias e encenações
Trágicas ou cômicas
Ditadas ao pé das árvores,
Patroas soberanas da cena,
Ou ao lado de cafés
E pão de queijo,
Vizinhos comuns,
Caras antigas
E anônimas . . . Do sábado . . .
Da espera . . .
O astro rei descansa
E se encorpa,
Repõe as forças
E testa brilhos novos,
Cores possíveis
Inéditas.
Volta-se à vida
Pouco cósmica,
Entrópica . . .
Retoma o porte
E a majestade.
Caminha vida adentro,
Céu afora . . .
Até o próximo remanso . . .
O próximo sábado . . .
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
VIDA
Vida que bate à porta
Doura o campo
Desenha trilhas
Enseja . . .
Doma os monstros
Estirpa a praga
Dos dias de seca
E as valas abertas
Da via íngreme
E pesada
Aplaca o querer
Insano
Desesperado
Arqueiro audaz
Estabanado
Que a tudo estranha
E tudo esgota
E embota . . .
Vida, oferta - te
Amiga, heroína
Arroja-te em canção
Liberta, estridente
Amante delicada
Chama o mundo
Clama por mais e mais
Mundo
Ama e ama
E, ainda mais que tudo,
Ama demais!
Vida volátil
Veloz
Voa bem alto
E zomba dos rombos
Da sorte,
Da morte
Do escuro da noite
Do céu partido
Vida!
Tudo podes
Tudo és
Mais que as horas,
Os ventos contrários,
As pedras
Tu és o todo,
O tudo
O estalar encantado
Da manhã clara
Do sol novo
Do amor
Que acena, promete
E pousa
Vida, desaba
E grita
Refresca a tarde
E dá seu aroma
De graça . . .
domingo, 16 de agosto de 2015
Noite amiga
Noite irmã
Sóbria dor
Remanso de saudades
E tropeços . . .
Ballet ensaiado
Albergue de poemas tristes
E serestas perdidas
Abrigo de versos
Tantos versos
Canções e lembranças
Palco de saudades
De novelas, óperas
Melosas
Banais . . .
Noite, amiga
Apelo esmaecente
Patético
Dá-me a voz perdida
A verve, o fôlego . . .
Faz-me poeta da vida
Artista da cor, do belo
Faz desta dor, música
Aceno eloquente
À doce amada
Distante . . .
Escreve comigo a sonata
Escultora
Ama solícita
Regaço e brisa
Milagre repentino
Flor azul a decorar
E cobrir
O rumo e o quintal . . .
Da doce amada
Nada mais . . .
Sóbria dor
Remanso de saudades
E tropeços . . .
Ballet ensaiado
Albergue de poemas tristes
E serestas perdidas
Abrigo de versos
Tantos versos
Canções e lembranças
Palco de saudades
De novelas, óperas
Melosas
Banais . . .
Noite, amiga
Apelo esmaecente
Patético
Dá-me a voz perdida
A verve, o fôlego . . .
Faz-me poeta da vida
Artista da cor, do belo
Faz desta dor, música
Aceno eloquente
À doce amada
Distante . . .
Escreve comigo a sonata
Escultora
Ama solícita
Regaço e brisa
Milagre repentino
Flor azul a decorar
E cobrir
O rumo e o quintal . . .
Da doce amada
Nada mais . . .
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Poema do dia dos pais
Foi um tempo curto
Quase um sonho . . . breve
Um fôlego relâmpago
Pedaço miúdo
Célula tímida
De tudo o que viria depois
Mas, seu rastro é imenso
Forte, ousado
Desperta e perfuma
Alenta e desafia
Tempera a história que, um dia, inventou
E lembra que a vida vive
É boa, bonita
Perigosa . . .
Afinal, é vida
Vida, nada mais
E eu vivo, vivo . . .
sexta-feira, 24 de julho de 2015
RASTRO PERFUMADO
Longo é o dia
quando me estás distante.
Voo de ave perdida,
abismo infinito
a corroer o tempo . . .
lentamente . . .
Afago a se implorar
e brisa que não toca . . .
Dor que não se cabe . . .
Abandono . . .
Larga é a espera
por teu toque
e tua canção soprada
a cada fala,
teu riso e beijo,
dádivas fugazes
porque, na dor do desejo,
criam figuras e sonhos
de azul
e eterno . . .
Leve é o céu
a se mostrar
e galante, o sol a me abraçar,
quando me apareces . . .
e me acenas . . .
Vivo é o mundo
quando és mais que ideia
ou rastro perfumado.
Então, a vida desce
qual gota refrescante
de uma chuva doce
que me traz o ar
e meu próprio ser
que imaginava perdidos . . .
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